Storie Alfa Romeo, quinto episódio: o primeiro Alfa Romeo Giulia. 

A berlina ao serviço da lei.

 

As viaturas dos Agentes da Autoridade

Na Itália do pós-guerra, os Alfa Romeo demonstraram que eram mais rápidos do que qualquer outra viatura, tanto em pista como em estrada. Tinham todas as características técnicas e simbólicas para se tornarem os veículos dos Agentes da Autoridade. A partir da década de 50, foram escolhidos como veículos oficiais de intervenção rápida. Eram conhecidos como “volanti” e os cidadãos depressa se habituaram a vê-los passar, dando-lhes rapidamente outras alcunhas: os da Polícia eram conhecidos por “Panteras” e aos dos Carabinieri, ou forças militarizadas, davam o nome de “Gazzelle”. Duas metáforas que lhes sublinhavam a potência e agilidade. 

 

 

A Alfa Romeo é um estilo de vida    

A história da ligação da Marca às Forças de Segurança corre a par e passo com a história da evolução da Alfa Romeo ao longo dos anos. Orazio Satta Puliga desempenhou um papel fundamental nesta evolução. É a ele que se deve a famosa frase: “Há muitas marcas de automóveis e entre elas a Alfa ocupa um lugar à parte. É uma espécie de doença, o entusiasmo por um meio de transporte. É um estilo de vida, um modo muito particular de conceber um veículo a motor”. Transformou uma empresa artesanal numa fábrica moderna e começou a pensar em criar os novos Alfa Romeo “produzidos em massa”. 

Giulia, a revolução

Satta Puliga e a sua equipa desenvolveram um modelo decididamente à frente do seu tempo. O Giulia foi um dos primeiros automóveis do mundo com estrutura autoportante de deformação diferenciada. Tanto a parte dianteira como a traseira foram desenhadas para absorver a força de um eventual impacto, sendo o habitáculo extremamente rígido a fim de proteger os ocupantes: soluções que só muito depois viriam a tornar-se obrigatórias. Também o design do Giulia era revolucionário. Compacto, com volumes bem proporcionados e estilo único. A frente baixa e a traseira cortada eram inspiradas pela aerodinâmica. O slogan de lançamento descrevia-o como “Desenhado pelo vento”. O Giulia tornou-se um ícone italiano.